sexta-feira, 13 de março de 2009

Preciso entender

Imagine a cena: entro no elevador, e logo no andar seguinte entra outra pessoa. A primeira coisa que ela faz é apertar o botão 'fechar'. É, aquele que é assim ><.
Então eu pergunto (não pra pessoa que faz isso, porque não sou mal-educada, mas pra mim mesmo e pra vocês): precisa mesmo fazer isso? O elevador vai fechar de qualquer jeito!
Tudo bem, pode ser uma coisa típica de alguém claustrofóbico perguntar isso, mas e daí? Pode ser uma pessoa claustrofóbica que está dentro do elevador mesmo. "-Ah, mas assim ele fecha mais rápido!". Mais rápido quanto? Um segundo? Deus me livre, mas a vontade que tenho é que a criatura que faz isso fique trancada dentro de um elevador com uma pessoa com claustrofobia, pra ver o que é bom.
Imagine a pessoa gritando, com sensação de não ter ar, ficando roxa, prestes a desmaiar... Mas claro, todos levam uma máscara daquelas de oxigênio e um Lexotan no bolso!
Quando eu vejo alguém fazendo isso, me pergunto se essa pessoa fica apertando o botão de ligar/desligar do computador quando seu computador está demorando pra ligar. Ah sim, mas se fizer isso, pode estragar o computador. E o elevador, nao?

sábado, 7 de março de 2009

E-mails

É, não sei mais o que faço.

Recebo cada e-mail que é difícil de acreditar. Perdi as contas de quantas vezes mandei e-mail pra todos os meus contatos pedindo pra que me mandem realmente o necessário e o que for realmente engraçado. No último que mandei, cheguei a dizer que quem me mandasse qualquer coisa fora isso seria bloqueado. Mas não adiantou; não adianta.

Todos os dias abro minha caixa de entrada e sempre vejo: “linda mensagem, abra e confira”; “as flores vão alegrar o seu dia”. Olha, sinceramente, nada contra mensagens positivas, muito pelo contrário, mas “as flores vão alegrar o seu dia”? Meu dia graças a Deus começa bem, e o que vai fazer com que melhore não é um e-mail com flores ou qualquer outra coisa parecida, que seja.

Uns que tem 45 lâminas, outros com 67 fotos de objetos pra qualquer fim, uns até do tipo “homem perfeito”. Acorda minha filha, isso não existe. E mesmo que exista, não vou casar com um e-mail (não que eu queira casar, mas isso também não faz diferença).

Existe outra categoria: aqueles que se tu não repassar, vai cair tua mão. Meu Deus, a mão que deve cair é da criatura que criou isso. Às vezes recebo uns que se tu não repassar, teu time vai perder. Bom, mexer com time também não né? Aí são outros 500, deixa pra lá.

Então quando recebo um que presta e decido enviar para os amigos, eles reclamam dizendo que passo muito e-mail. Peraí! Eu repasso muito e-mail? Não sei mais em que mundo vivo. Cuidem do meu e-mail durante uma semana pra vocês verem. Apenas 25% se salva.

A questão é que parece que nunca vou me livrar disso. O pior é que vem de pessoas que tu nunca imagina que vai receber tal tipo de coisa.

Já me aconselharam a fazer um e-mail só pra isso. Mas quando pedem meu e-mail, sempre me dizem que não mandam esse tipo de coisa. Aí se passa duas semanas e... Enfim, não tem como adivinhar.

Só que agora estou pensando seriamente em fazer esse outro e-mail. Algo do tipo mandeessasmerdasparaesse@rothmail.com

É... Pensando bem, acho que combinou.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

História dos empréstimos no léxico do futebol

Passei na Comunidade do Grêmio no Orkut e vi um tópico sobre termos do futebol. Um dos membros postou a matéria abaixo.

Por mais que os puristas condenem a entrada de expressões estrangeiras no léxico do português, tal processo é perfeitamente natural em qualquer língua do mundo, desde que o seu falante esteja sujeito ao contato com outras línguas. No caso dos empréstimos ligados ao futebol, em sua maioria tomados do inglês, alguns sofreram adaptação à fonologia do português e se consolidaram no uso; outros foram sendo substituídos gradativamente por termos equivalentes já existentes no português ou criados a partir de processos morfológicos da língua portuguesa.

O futebol, esporte criado na Inglaterra, chegou ao Brasil através de marinheiros ingleses que o praticavam na praia, companhias inglesas cujos empregados formavam times, e jovens abastados que iam estudar no exterior. Charles Miller e Oscar Cox fazem parte deste último grupo, e segundo os historiadores, são os responsáveis pela criação dos primeiros times de futebol no Brasil. Ambos filhos de ingleses, foram estudar na Europa e trouxeram na bagagem de volta as bolas e as regras do esporte bretão -- Charles Miller em São Paulo e Oscar Cox no Rio de Janeiro -- no final do século passado.

No começo de sua prática no Brasil, o futebol era um esporte de elite, jogado por estudantes ricos ou por ingleses. Na imprensa, muitos dos termos utilizados na reportagem sobre os jogos eram em inglês[1] : "O 'match' de hoje, ..., vae ser uma festa brilhante." (O Estado de São Paulo, 2/10/1910); "Os 'goals' do Palmeiras foram feitos por Irineu e Mario Egydio" (Idem); "Pode-se ... afirmar que esta tarde as arquibancadas regorgitarão de amadores do 'foot-ball'." (Idem); "O 'team' do Ipiranga ... apresentou-se magnificamente treinado, com uma linha de 'forwards' velozes, com uma defesa hábil e segura." (O Estado de São Paulo, 14/11/1910); "Servirá de 'referee' o sr. A. Kirschner, do S. C. Germânia." (Idem); "Mário envia alguns 'shoots' em 'goal', os quais são defendidos por Bozzato." (O Estado de São Paulo, 25/11/1919).

Nas reportagens do começo deste século, ou seja, dos primórdios do futebol no Brasil, já se encontram alternâncias entre termos ingleses e seus equivalentes em língua portuguesa: "Foi convocada ... uma reunião extraordinária do conselho desta liga, para resolver sobre uma reclamação a propósito do último jogo[2] ." (O Estado de São Paulo, 9/11/1910); "O juiz, sr. Urbano de Moraes, ... poz em evidência as suas excellentes qualidades de 'referee'." (O Estado de São Paulo, 14/11/1910). Nesses casos de termos já exitentes em português, os vocábulos ingleses foram naturalmente aos poucos caindo em desuso.

Vários termos emprestados do inglês, após adaptação fonológica ao português brasileiro, foram definitivamente consolidados no uso dos falantes (Ex.: futebol, time, chute). No caso do vocábulo que designa aquilo que o torcedor mais quer ver (ou seja, a bola na rede, o gol), as coletâneas a seguir mostram que a grafia do termo em inglês persistiu apenas na primeira metade do século: "o 'goal' de Caxambú (o segundo da série)" (dizeres sob uma foto no jornal A Gazeta Esportiva, de 20/09/1943); "Gôl! Baltazar (escondido pelo arqueiro guarani) arremata e consigna o tento da vitória" (dizeres sob uma foto na revista A Gazeta Esportiva Ilustrada, de março de 1954). No entanto, a transformação na fala provavelmente se deu muito antes que na escrita, conforme mostra a seguinte ocorrência do vocábulo derivado morfologicamente de "gol" para designar aquele que o defende: "O goleiro do Ipiranga machuca-se e o jogo é suspenso por 2 minutos." (A Gazeta Esportiva, 15/12/1930).

Acima, vemos um dos exemplos de termos em português que conviveram por muitos anos com os seus equivalentes em inglês na imprensa brasileira. Os termos "goal-keeper" ou simplesmente "keeper" foram tão largamente usados pela imprensa que chegam a aparecer no dicionário Aurélio como sinônimos de goleiro, com uma grafia "aportuguesada" (golquíper, quíper): "Salta o 'keeper' guarani e empolga a pelota, com classe e elasticidade." (dizeres sob a foto de um goleiro realizando uma defesa, na Gazeta Esportiva Ilustrada de março de 1954).

No começo do século já ocorria a ida de jogadores brasileiros para o exterior, onde o futebol se profissionalizou mais rapidamente e eles eram melhor remunerados. Além disso, times estrangeiros realizavam jogos amistosos ou participavam de torneios no Brasil. E em 1930, começam as disputas dos campeonatos mundiais de futebol, sendo o Brasil o único país a participar de todas as suas edições até os dias de hoje. Com isso, termos de outras línguas, como o francês e o espanhol, foram entrando no nosso léxico futebolístico: "... realizaram-se ante-hontem ... os 'matches' de desempate entre as ... 'équipes' [do francês équipe] do Ruggerone F. C. e da A. A. Barra Funda." (O Estado de São Paulo, 25/11/1919); "O centro-avante alvi-verde focalizado pela nossa objetiva no momento de apontar às rêdes, já livre da zaga [do espanhol zaga] contrária." (dizeres sob a foto de um atacante marcando um gol, na Gazeta Esportiva de 20/09/1943). Nessa última coletânea, temos o exemplo de um termo em português que substituiu o vocábulo inglês ("centro-avante", no lugar de "forward" ou "center-forward") e de outro que convive até hoje com o termo de origem inglesa na fala de alguns locutores de futebol: "Guariba, dando uma 'entrada' contra um 'back' do Minas, recebe forte pontapé." (O Estado de São Paulo, 2/11/1919); "O árbitro deu falta do beque central a favor do tricolor." (narração de Luciano do Valle do jogo entre Ponte Preta e São Paulo, pela TV Bandeirantes, no dia 21/11/1999). Mas o próprio Luciano do Valle alterna o uso desse termo com aquele que é mais corrente para designar o setor defensivo de um time: "França meteu a bola no costado da zaga..." (idem). Esse locutor apresenta algumas peculiaridades em sua narração: ele é um dos poucos que ainda usa um termo de origem espanhola para designar o meio-campo (meia-cancha); por outro lado, ele também é um dos poucos narradores que prefere o uso da expressão em português equivalente ao vocábulo de origem inglesa, amplamente empregado pelos falantes brasileiros para designar uma falta dentro da grande área (Luciano do Valle sempre diz "penalidade máxima", enquanto a maioria dos falantes diz "pênalti").

Luciano do Valle é o exemplo de um usuário do léxico futebolístico que pode ser classificado como conservador, no que diz respeito à manutenção do uso de expressões antigas que caíram em desuso para a maioria dos falantes brasileiros. Campinas, cidade à qual ele está afetivamente ligado (Luciano é torcedor da Ponte Preta e tem uma churrascaria no centro da cidade) apresenta certos traços de conservadorismo linguístico em seus falantes: o único clássico regional (jogo entre times de um mesmo estado ou de uma mesma cidade) que ainda é designado pelo nome de "derby" é o jogo entre os times campineiros Guarani e Ponte Preta. Tal expressão era empregada antigamente para todo jogo que, nos termos de hoje, fosse um clássico do futebol: "3 a 1 no 'derby' pró alvi-verde" (manchete sobre um jogo entre Palmeiras e Corinthians, na Gazeta Esportiva de 20/09/1943).

Fonte: http://www.comciencia.br/reportagens/linguagem/ling07.htm


Achei essa matéria muito interessante. Lembrei de muitas conversas com meu pai, que usa alguns desses termos ainda e alguns outros também antigos. Termos como "primeiro homem da meia-cancha", "centro-médio", "cabeça-de-área".
Lembrei de outros termos, e muitos membros na comunidade postaram termos antigos e atuais, mas sem muito uso. Isso mostra a diversidade da linguagem do futebol.
Aí vão alguns: corner, arqueiro, off side, chapéu, balãozinho, chuveirinho na área, o goleiro ataca muito bem, golo, ponteiro, volante de contenção, ponta-de-lança, gaveta, jogada pelos flancos, arco, pelota, baliza, finta, casamata, guarda-redes.
Pois é, daqui 20 anos, como será que vai ser? Será que as pessoas vão achar estranho "primeiro-volante"?
;)

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

A volta

Faz tempo que tenho o blog, e faz tempo que ele está inativo. Resolvi voltar. Influência de amigos blogueiros (que constam na lista ao lado).

Seguirei a mesma linha: postarei quando achar necessário, e o que achar interessante.

Para celebrar a volta, vai um e-mail que recebi:


SHREK
EXISTIU

Shrek existiu. E falava 14 idiomas. O personagem de desenho animado que é sucesso em todo mundo foi criado a partir de uma máscara mortuária do francês Maurice Tillet. Poeta e ator, Tillet nasceu em 1903. Muito inteligente, falava 14 idiomas. Na adolescência, contraiu uma doença rara, chamada acromegalia , que causa a desfiguração de partes do corpo.

A transformação para um quase 'monstro' não o abateu. Ele emigrou para os Estados Unidos e converteu-se num profissional da Luta livre, com o nome de 'Assustador ogro do ringue'.

Lutou até quando pôde. Morreu em 1954, aos 51 anos, de um ataque cardíaco. Pouco antes, seu parceiro de partidas de xadrez, Bobby Managain, pediu para fazer um lifecast ( máscara mortuária) dele.

Tillet concordou e Bobby fez cópias em gesso da cabeça do amigo. Uma delas foi para o Museu Internacional da Luta Livre, em Iowa. A outra foi parar no Hall of Fame do York Barbell Building para mostrar os primórdios das formas da luta livre moderna

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Prova de redação da UFMG

Recebi por e-mail e estou postando.
Seria cômico se não fosse trágico.


PROVA DE REDAÇÃO DA UFMG
Onde vamos parar? Vejam só o que alguns dos vestibulandos foram capazes de escrever na prova de redação da Universidade Federal de Minas Gerais, tendo como o tema: "A TV FORMA, INFORMA OU DEFORMA?"
A seleção foi feita pelo prof. José Roberto Mathias.

"A TV possui um grau elevadíssimo de informações que nos enriquece de uma maneira pobre, pois se tornamos uns viciados deste veículo decomunicação". (Deus!)

"A TV no entanto é um consumo que devemos consumir para nossa formação, informação e deformação". (fantástica!)

"A TV se estiver ligada pode formar uma série de imagens, já desligada não..." (ah bom, uma frase sobrenatural ) .

"A TV deforma não só OS sofás por motivo DA pessoa ficar bastante tempo intertida como também as vista" (sem comentários).

"A televisão passa para as pessoas que a vida é um conto de fábulas e com isso fabrica muitas cabeças" (como é que pode?).

"Sempre ou quase sempre a TV está mais perto denosco (?), fazendo com que o telespectador solte o seu lado obscuro" (esta é imbatível).

"A TV deforma a coluna, OS músculos e o organismo em geral" (é praticamente uma tortura!).

"A televisão é um meio de comunicação, audição e porque não dizer de locomoção" (tudo a ver).

"A TV é o oxigênio que forma nossas idéias" (sem ela este indivíduo não pode viver).

"...por isso é que podemos dizer que esse meio de transporte é capaz de informar e deformar OS homens" (nunca tentei dirigir uma TV ).

"A TV ezerce (Puxa!!!) poder, levando informações diárias e porque não dizer horárias" (esse é humorista, além de tudo).

"E nós estamos nos diluindo a cada dia e não se pode dizer que a TV não tem nada a ver com isso" (me explica isso?).

"A televisão leva fatos a trilhares de pessoas" (é muita gente isso,hein?).

"A TV acomoda aos tele inspectadores" (socorro!!!).

"A informação fornecida pela TV é pacífica de falhas" (vixe!).

"A televisão pode ser definida como uma faca de trezgumes. Ela tanto pode formar, como informar, como deformar" (........., onde essa criaturaarrumou esta faca???)

Você é o que pensa ou o que veste?